Já todo o ser humano teve, num momento ou outro um sonho erótico. Até aqui nada de mal. Uns são mais gráficos, outros mais rebuscados e uns… bom, uns são mesmo para colocar na prateleirinha dos horrores.Eu não tenho absolutamente nada contra sonhos eróticos – sou até defensora, mais que não seja para aliviar as tensões sexuais que não podemos aliviar, digamos, na hora do expediente.
E também tenho tido os meus. E é precisamente o último que vos queria relatar.
Imaginem:
Estou em casa. Acabo de tomar um banho reparador. Preparo-me para ir dormir. Estou cansada, nada virada para a actividade sexual. Nisto batem à porta.
«Estranho», penso «quem será a esta hora?»
Sem que nada o faça prever, a porta abre-se de rompante e do outro lado está… o Alfred Molina (o senhor da foto, para os mais distraídos).
Pois o Alfred entra-me pela casa e abraça-me pela cintura dizendo disparates numa língua que não era espanhol, nem italiano, mas que definitivamente soava a qualquer coisa mediterrânica.
Num ápice estamos os dois no meu quarto. O Alfred já como veio ao mundo e eu ainda embrulhada no roupão turco do banho. O pior é que, mesmo estranhando o meu próprio comportamento, ia pensando… «olha, isto não é bem o que estava à espera, mas em tempo de guerra não se limpam espingardas»…
A última coisa que me lembro deste sonho erótico é de ter adormecido sobre o peito do Molina, que, a julgar pela foto, é largo e quem sabe, aconchegante.
Os sonhos eróticos fazem parte da nossa condição humana e animal e com certeza haverá dezenas de explicações para o facto de me ter caído na sopa um senhor com este ar em vez de, sei lá… um Rodrigo Santoro, um Hugh Jackman, um Ralph Fiennes ou um Edward Norton, mas caramba, não era mais gratificante chegar aqui e confessar isso que uma noite de luxúria nos braços deste?
Não me levem a mal, eu acho o Alfred Molina um grande actor, que já fez para mais de uma centena de filmes, mas, a menos que tenha predicados que apenas o meu subconsciente conhece, não é lá grande massagem ao olho. Pelo menos ao meu olho… e de repente esta frase soou-me tão, mas tão mal que me fico por aqui.




